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Música e Letras (Music and Lyrics)

Comédias românticas: Filme de roteiros iguais nos quais, duas pessoas completamente diferentes se apaixonam e ficam juntas no final, independente das circunstância. Esse gênero sempre busca inovação na variação de temas e piadas, porém sua essência sempre é a mesma.

Eis a minha contribuição para o seu Aurélio, o tiozinho que faz o almoço na empresa onde trabalho. Como já comentei, esse tipo de filme não trás muita esperança, logo, como será possível um dele ser melhor do que o outro ?
Resposta: É quando o tema utilizado é bem explorado, servindo mais do que um fundo para a história das rolinhas que irão se apaixonar. Eis que entra um filme que valeu a pena ver:

Música e Letras (Music & Lyrics)
Esse merece o clique e aumente !

Diferente do Just friends que só usou de fantasias e citações para dizer que os personagens eram músicos e produtores, nesse houve toda uma produção para que fosse verossímil essa informação.

Roteiro e etc:

O cara (le-sê: personagem principal) fazia parte de uma antiga banda chamada Pop nos anos 80, e que agora vive fazendo shows nostálgicos em festas de formatura, eventos agrícolas e parques de diversões.

Se esse filme fosse o Just Friends, ele só encaixaria nas falas esse fato, mas esse daqui é o “filme bom” ! Os caras fizeram um clipe da banda que o cara participava, com um ar lazarenteado de tão anos 80 que é, lembra até um clipe do Bad Boys Blue (para ser exato, o Queen of hearts), com coreografias vamos-que-vamos (Menudos style dancing uhuu), encenação melodramática doentia (meio que nem o clipe Take on me do A-ha) e as roupas (moda na época :D). E a música ficou bem legalzinha mesmo, com todos aqueles sons sintéticos característicos da época, refrão grudento meloso e atenção até mesmo na marca dos teclados;

Ele é a abertura do filme e não adianta só falar (escrever :P), é preciso ver (veja aos 31 segundos como o cara toca o teclado de verdade XD):

O clipe deu um toque muito legal, só que sozinho não seria nada. O filme apavora com os artistas da época e a caceteação já começa logo após o clipe. Entra o personagem principal recebendo um convite para participar de um programa chamado “Batalha entre os ex-artistas dos anos 80″, onde músicos como Debbie Gibson, Billy Idol, Frank Goes to Hollywood teriam que lutar boxe (!) sendo que o ganhador teria direito de cantar uma música.

As demais referências ocorrem durante o filme, pois a história é que esse ex-artista tem que compor até o final da semana uma nova música, porque uma “ídala britaguilera pop”, fã dele, gostaria muito de gravar uma música inédita vindo de um ex-integrante da banda Pop.

Aham, olha o incrível raciocínio humano novamente, entendeu o nome do filme agora ?

Nota educativa: Esse filme deve ser visto legendado para que as tirações com as músicas não seja perdidas. Só veja dublado se você gostar de músicas em versões perlas traduzidas.

E mantendo a produção, o filme acaba mostrando todo o processo da composição e criação desse “hit”, com tirações inclusas e todos aqueles momentos “Ele me faz rir” que fazem com que o casal se apaixone e…até me esqueci de dizer sobre o lado feminino da história.

A mina, que chamarei assim porque não fiz questão de guardar os nome, era substituta de “Regadora de plantas” do cara. Nem eu sabia que existia esse tipo de cargo, filme também é cultura ! E como é comédia romântica, a mina chega toda atirada no apartamento, jogando as coisas dela em cima do piano, falando que nem uma miserável, e todo aquele comportamento surreal que esse gênero de filme pede para dar carisma aos personagens.

Pausa para pisar na realidade:
Se chegasse uma empregada substituta em minha casa, sem uniforme algum, e tacando os pertences dela em cima dos móveis sem pedir permissão, principalmente num piano, era tchau e benção logo após uma bela repressão moral.

Só que não, eles tem que se apaixonar, mesmo a mina sendo uma folgada do c*ralho…
E enquanto ela afoga as plantas, o cara compõe e né que a mina começa a dar palpite no meio, assim do nada !! Surreal, WTF, essas forçações são de queimar o c* do cavalo.

Mesmo sem porrada entre irmãos, o que também dá um tchaum no filme é a personalidade do ex-artista que é ácida, vindo dele a maioria das alfinetadas musicais. Tudo isso já tornou o filme algo a ser recomendado, pelo menos terei o que falar se me pedirem dica de títulos nesse gênero.

Algumas cenas para comentar:
- Gostei de terem feitos letras imbecis para a “idala britaguilera pop” e principalmente, em mostrar como esses tipos de artistas pegam músicas boas e diarreiam por cima.
- Para completar a (i)lógica “filme romântico” o cara ganha um momento solo, completamente sem explicação, para cantar uma música para a mina. Quando você ver o filme, entenderá o que estou dizendo, porque não era pra ele cantar sozinho, e do nada ele tá lá, chorando as pitangas solo no palco furando todas as limitações que foram desenvolvidas durante o roteiro, com a desculpa esfarrapada que a “idala” era uma pessoa romântica e por isso liberou geral (uui)
- Assim como ele sai no meio da música principal, com platéia lotada, para ir beijar a mina que ta chorandinho do lado.
- Os créditos são uma pagação com o clipe do Pop, muito bom e engraçado. Ao contrário de um certo gordo cantando I Swear…

Edit: Achei a trilha sonora do filme e preguei fogo baixar, misericórdia ! To viciado na Pop ! Goes My heart que no cd é uma versão extend. Enquanto escrevo é a sexta vez que eu escuto ela. Já estou dando até soquinho no ar quando falam “Pop !” no refrão :D :D

Até me empolguei para colocar um upgrade no post, a Lyric do Pop! Goes my heart :D

I said I wasn’t gonna lose my head, but then
POP! Goes my heart.
I wasn’t gonna fall in love again, but then
POP! Goes my heart
Dançandinho, uhhhuuuu

Agora, que tal Dar um feed no 4 ;)

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